quinta-feira, 8 de março de 2012

Tempestade Solar

As reações no núcleo do Sol podem desencadear tempestades solares
Diversas reações ocorrem no núcleo do Sol, fato que proporciona a produção de grande quantidade de energia via fusão nuclear. Durante esse processo, ocorre a liberação de prótons e elétrons, que são atraídos e acumulados em outros campos magnéticos.
A grande concentração de prótons e elétrons pode desencadear uma tempestade solar, caracterizada pela liberação, através de uma grande explosão, dessas partículas superaquecidas. Com isso, a radiação solar atinge o campo magnético e a atmosfera terrestre. O ciclo magnético solar é de aproximadamente 22 anos.
As consequências desse fenômeno podem ser desastrosas, como a destruição de satélites artificiais, a interferência nos serviços de telefonia, a queda de energia elétrica, a danificação de objetos eletroeletrônicos, etc. A tempestade solar também proporciona belos espetáculos luminosos: a aurora boreal e aurora austral.
Conforme estimativas da NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço – Agência Espacial Americana), esse fenômeno pode acontecer em 2013, pois o Sol entrará em um ciclo de alta atividade. Em 1859, uma tempestade solar danificou as linhas de telégrafos de países da Europa e nos Estados Unidos da América (EUA).
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola


quarta-feira, 7 de março de 2012

Fazendas Verticais

E já que estamos estudando diferentes tipos de paisagens, vejam essa reportagem da revista Planeta edição de fevereiro de 2012
FAZENDAS VERTICAIS

No futuro, compraremos verduras no arranha-céu da esquina, escolhendo cultivos frescos por andar. Nas maiores cidades do mundo, multiplicam-se os projetos de plantações verticais. Conheça a roça high tech.


No futuro, quem quiser comprar morangos poderá ir a um arranha-céu de 30 andares envidraçados, ao lado de casa, e procurar em cada piso a produção do cultivo da sua escolha. O prédio será urbaníssimo, mas até certo ponto: trata-se, mesmo, de uma roça high tech produtora, o ano todo, de alface, espinafre, ervas aromáticas, frutas, legumes, frangos e peixes. A cena pode parecer ficção científica, mas para os idealizadores das fazendas verticais deverá ser realidade em curto prazo.
Sete bilhões de bocas para alimentar serão provavelmente 9 bilhões em 2050. Como arranjar comida para todos? As áreas de cultivo serão cada vez mais escassas, longínquas e a demanda de produção, cada vez maior. Se o ser humano vive em residências alinhadas verticalmente para aproveitar o espaço urbano, por que não usar o mesmo conceito para a agricultura? As fazendas verticais serão o próximo passo.
A ideia de agricultura intensiva em canteiros verticais existe pelo menos desde o início do século 20, mas o conceito de um sistema agrícola fechado em arranha-céu foi proposto pela primeira vez peloecólogo norte-americano Dickson Despommier, professor de microbiologia da Universidade de Columbia, em Nova York, autor do livro the vertical farm.
A ideia já foi adotada por diversos arquitetos ao redor do mundo, que imaginaram projetos futurísticos de prédios verdes, nas quais o urbano e o rural se misturam. Na prática, entretanto, nenhum arranha-céu agrícola já foi construído. A viabilidade comercial do empreendimento não foi demonstrada, sobretudo tendo em vista o alto custo do metro quadrado urbano e os gastos de energia dos projetos. A especulação imobiliária não dá sinal de perder a rentabilidade para a produção agrícola.
As fazendas verticais de Despommier são arranha-céus de 30 andares, onde plantas e animais são criados em ambiente fechado, com temperatura, umidade, emissão de gás carbônico e iluminação controladas. Na teoria, poderiam produzir mais e de maneira mais ecológica do que os métodos usados pela agricultura tradicional. A principal vantagem é a proximidade com o consumidor, diminuindo os custos de transporte e as emissões de gases de efeito estufa decorrentes.
Em tese, todas as plantas cultiváveis por hidroponia – o cultivo sem solo, em solução de água e nutrientes minerais – seriam aceitas nas fazendas verticais. De acordo com os defensores do conceito, o consumo de água seria 90% menor do que na agricultura tradicional. Em alguns casos também podem ser usadas técnicas de aeroponia – o cultivo de plantas com raízes aéreas alimentadas por gotas de nutrientes.
É claro que a inexistência de fazendas verticais em operação alimenta o ceticismo dos críticos. Acalefação e a iluminação artificial por meio de lâmpadas LEDs, em substituição à luz do sol, consomem muita energia, em vários países proveniente da queima de combustíveis fósseis, o que encareceria o projeto em termos econômicos e ecológicos. “Antes de qualquer coisa, devem ser feitos testes em fazendas-protótipo; a Coreia do Sul e o Japão já estão fazendo isso”, afirma Despommier.
Numa fazenda vertical, todos os elementos que contribuem para o crescimento da planta são controlados, permitindo uma produção regular constante, em todos os meses do ano, mesmo duranteintempéries. O ambiente protegido assegura outra vantagem: uso reduzido de agrotóxicos. “A fazenda vertical é um circuito fechado, portanto podemos impedir a entrada de certas pragas, construindo-a de forma apropriada, em ambiente seguro e controlado, tal como hospitais”, exemplifica Despommier.
Projetos menores, em pequena escala, estão sendo criados em várias cidades. Alguns são grandes estufas térreas com plantas dispostas verticalmente e movimentadas para obter a mesma iluminação solar; outras são cultivos em ambientes fechados, com dois ou três andares, sem luz do sol, inspirados na ideia do vertical farming, mas longe dos 30 andares imaginados por Despommier.
A empresa holandesa PlantLab cultiva, em Den Bosch, morangos, milho, pepinos e pimentas sob a luz azul e vermelha de LEDs, controlados por computador. Em Suwon, na Coreia do Sul, funciona uma próspera fazenda de alfaces em um prédio de três andares. Em Kyoto, a empresa japonesa Nuvegeproduz alimentos em 5.2 mil m2 de plataformas hidropônicas que funcionam 365 dias por ano em qualquer ambiente do mundo.
Em Paignton, na Inglaterra, o jardim zoológico local decidiu usar o conceito para produzir verduras para os animais. O sucesso levou o coordenador do Departamento de Áreas Verdes, Kevin Frediani, a ampliar a produção para atender também ao restaurante do parque. 
Nova York é muitas vezes citada como modelo do futuro para as fazendas verticais idealizadas por Despommier, mas São Paulo também é vista como outro local ideal para a implantação dos edifícios verdes. O arquiteto Rafael Grinberg Costa projetou a implantação de fazendas verticais para a cultura hidropônica de verduras e legumes na área dos antigos edifícios São Vito e Mercúrio, ao lado do Mercado Municipal, no centro da capital paulista. “Existe uma grande aceitação do projeto, tanto em termos políticos quanto junto à população. Também há cidades de pequeno por porte interessadas", garante Grinberg.
Recentemente, o arquiteto paulista prestou uma consultoria para a Associação de Amigos e Moradores do bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, para transformar o edifício do antigoHospital IV Centenário em fazenda vertical, mas o projeto foi abandonado e o prédio continua vazio. “O Brasil pode ser o primeiro país a implantar uma verdadeira fazenda vertical. Se investir no conceito, poderá replicá-lo e vender a tecnologia para outros países”, afirma o arquiteto.
Fonte: Revista Planeta 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Espaço Geográfico

Textos criados pelos alunos do 6º Ano.... Confiram!


O MUNDO E SUAS PAISAGENS

Como sabemos, paisagem é tudo que podemos vem em um determinado

Todas as paisagens que vemos fazem parte do espaço geográfico. E

é neste espaço onde os seres humanos vivem, que chamamos de superfície

As paisagens são resultado das ações da natureza e das sociedades. E

elas estão em constante transformação. Sendo assim, as paisagens podem

• Paisagem Natural: é aquilo que é produzido pela natureza, como

montanhas, rios e outros.

Paisagem Humanizada: se origina das criações humanas, e abrange as

construções como pontes, edifícios, ruas e outros.

É através da escala geográfica que podemos compreender as reais

dimensões do espaço geográfico.

Gabriel Vieira Nascimento / 6º Ano C

Paisagem e Lugar


  Paisagem é tudo o que vemos em um determinado espaço.  A paisagem
natural é aquela que não foi modificada pelo homem. Já a paisagem

humanizada foi modificada pelo homem - como a cidade, e também pode ser
chamada de paisagem cultural ou até de  paisagem artificial.  A paisagem
está sempre em constante transformação, mas quando é transformada pela
natureza a transformação é lenta, já quando o homem se envolve a mudança
pode ser mais rápida.
          O espaço geográfico corresponde a superfície terrestre, é onde todos os
seres vivos vivem. O espaço vivido é praticamente o mesmo do espaço
geográfico, é onde vamos no dia a dia como a escola. Espaço urbano é onde a
maioria das pessoas vivem na cidade. Espaço rural é o mesmo que a fazenda.
Paola Miranda 



Espaços e Paisagens
                       


                                Paisagem é tudo, tudo mesmo que vemos e ela pode ser Natural (que predomina a natureza ou seja elementos naturais).Ex: O Monte    Everest.E também Paisagens Humanizadas ou Culturais, nesse tipo de paisagem predomina casas, prédios, lojas e entre outros (que predomina as mudanças que o homem faz ao longo do tempo).Ex: Cidade.
               Espaço Vivido é parecido com Espaço Geográfico porque ambos indicam o lugar que vivemos (moramos).
               Espaço Urbano é a cidade onde vivemos com muitas outras pessoas.Espaço Rural  é o campo onde ficam fazendas e plantações.Ex: A roça.
               Tudo isso que disse está dentro do conteúdo de GEOGRAFIA. 

Gabriel Cardoso 


As paisagens
        Como são as paisagens do mundo?Tem vários tipos, como a paisagem natural; esse tipo de paisagem é que vem ou provem da natureza(tudo aquilo que a natureza faz), como uma floresta.
        Mas tem outras, paisagem humanizada, todas as paisagens que foram construídas pelo ser humano, como as cidades que os homens construíram.
        O espaço urbano é o país, estado, cidade e bairro que os seres humanos vivem e espaço vivido é onde você vive; a escola, a sua casa, a igreja, entre outros.
        Espaço rural é o campo, a fazenda, ou seja, não é poluído, não contem muitas casas e prédios que nem a cidade.
        O espaço geográfico é onde os seres humanos vivem, ocupam e fazem as suas atividades do dia – a – dia.
        O que é paisagem?
        Paisagem é tudo que os nossos olhos veem em determinado momento.
Maria Clara Saibert





A Relação da Geografia com o nosso dia-a-dia

                 Vivemos em um lugar que muitas pessoas não sabem direito como é exatamente. Podemos basear no espaço geográfico, observando a escala geográfica descobrimos que o espaço geográfico nada mais é, que a superfície terrestre com tudo o que há nela.
                 Começamos a escala na nossa casa, daí vem o nosso bairro, a cidade e o município. Que são onde criamos laços afetivos, ou seja, é o nosso espaço vivido .
                 No nosso espaço vivido,vemos muitas paisagens, que são tudo o que nossos olhos alcançam. Nela há elementos culturais, que são artificiais. Ela pode ser natural, onde não há elementos artificiais. Ou então uma paisagem humanizada, aonde predomina elementos feitos pelo homem.



Aline Soares



Brasil



Você aí !! Quer viajar? Então o Brasil é o melhor lugar. As paisagens são maravilhosas.
Quer paisagem natural, vá para o Pantanal. Paisagem humanizada, em São Paulo encontrará o que procura. Em Minas Gerais? Encontrará muito espaço rural então! O Brasil é o espaço vivido. No espaço geográfico temos muito espaço urbano.
Mas você não sabe o que essas palavrinhas significam? Então vou te ensinar: paisagem é tudo que vemos em um determinado momento! EX: arvores ruas, bancos, praças, etc..
Já paisagem natural é aquilo que não foi transformado pelo homem e paisagem humanizada é o contrario. Vou terminar de te ensinar a ultima palavrinha básica: espaço vivido ,é o espaço que ocupamos,utilizou e transformou.
As outras palavras que não souber,pesquise,aprendam, estude.


Ana Flávia Pio

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

PARA APRENDER BRINCANDO



Hoje, disponibilizo a vocês meus alunos, dois link's bem interessantes para praticarem através de jogos simples exercícios de localização....
Aproveitem mais essa ferramenta de estudo e divirtam-se




Um grande abraço, Profª Alessandra

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Conheça Governador Valadares

Os alunos do 6º Ano do  Colégio Ibituruna confeccionaram panfletos turísticos para mostrar os seus locais prediletos na cidade. Confiram!
Luiz Carlos - 6º D
Lara Costa-6º D
Victoria Correa- 6º C

Alexandre Rocha-6º A




















Como surgiram os estados brasileiros?

Pesquisa feita pela aluna Izabel Ferreira Ribeiro- 7º B


Como surgiram os estados brasileiros?

Onde nasceu o Brasil?

 Como o Brasil formou seu território atual? TERRAS DE CAPITÃO

Trinta e quatro anos após o Descobrimento, o litoral brasileiro estava sendo saqueado a torto e a direito por piratas em busca de pedras preciosas e madeiras raras. Para manter o controle do território, a coroa portuguesa decidiu criar as capitanias hereditárias, 15 faixas de terra que se estendiam da costa até a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. Para tomar conta desses primeiros "estados" do país. foram nomeados capitães-donatários.

A CASA DAS SETE PROVÍNCIAS

Em 1709, os portugueses resolveram reorganizar a colónia em função dos benefícios específicos que cada região poderia trazer para a coroa. Nasceram, então, as sete províncias, imensas extensões de terra com fronteiras mais bem definidas. Além dos aspectos económicos, a criação das províncias visava obter um controle ainda maior sobre o território, constantemente ameaçado pela ação de piratas e do "olho grande" espanhol

RASCUNHO IMPERIAL

Após a Independência, em 1822, o Brasi 1 foi repartido em diversas novas províncias, "rascunhos" do que viriam a ser os futuros estados. O mapa atual do Nordeste, por exemplo, já está quase todo lá. No Sul, contávamos ainda com a província da Cisplatina, que pertenceu ao Brasil até 1829, quando um movimento separatista obrigou o país a reconhecer a independência da região, que deu origem ao Uruguai

ESTADOS DE SÍTIO

Rolaram grandes mudanças no mapa após a Proclamação da República, em 1889. como a própria adoção da palavra estado para nomear as porções do território. Em 1942, o Brasil entrou na Segunda Guerra e. como estratégia de defesa e administração das fronteiras, o governo desmembrou algumas áreas, criando novos territórios, como Amapá e Guaporé, no norte, e Iguaçu, no sul. Mais tarde, alguns desses territórios viraram estados, outros foram reintegrados à sua região de origem

DEPOIS DA PLÁSTICA

A partir de 1960, ano da inauguração de Brasília, rolaram as últimas mexidas que deixaram o Brasil com a cara que tem hoje, com seus 26 estados mais o Distrito Federal. Além da "promoção" de alguns territórios, como Acre e Rondônia, a estados. Fernando de Noronha voltou a fazer parte de Pernambuco, e nasceram Mato Grosso do Sul (desmembrado do Mato Grosso) e Tocantins (fatiado de Goiás). Porém, se depender das propostas que, nos últimos anos, chegaram ao Congresso, o vira-e-mexe do mapa brasileiro pode estar longe de acabar.

NAÇÃO DE RETALHOS

Nos últimos anos, chegaram várias propostas ao Congresso para a criação de novos estados e territórios no país, sendo que muitas ainda estão em curso.


As Conquistas do Brasil

Essa pesquisa foi enviada pelo aluno Wener Correia de Oliveira do 7ºC para que eu postasse no blog. Ele pesquisou no Wikipedia.


As Conquistas do Brasil





A Questão da Zona de Palmas (ou das Missões) (1890-1895)

Após a Proclamação da República Brasileira (1889), a questão dos limites territoriais,, embora definidos pela Constituição brasileira de 1891, não se encontravam delimitados:

A Argentina reivindicava a região Oeste dos atuais Estados do Paraná e de Santa Catarina, pretendendo as fronteiras pelos rios Chapecó e Chopim, supostamente com base no Tratado de Madrid (1750).

Pouco antes da proclamação da República, ambos os países haviam acordado que o litígio seria solucionado por arbitramento. Nesse contexto, Quintino Bocaiúva, então Ministro das Relações Exteriores do Governo Provisório, assinou o Tratado de Montevideu (25 de Janeiro de 1890), que dividia a região entre ambos. O Congresso Nacional Brasileiro não ratificou o Tratado (1891), e a questão foi submetida ao arbitramento do presidente estadunidense Grover Cleveland (1893-1897), cujo laudo foi inteiramente favorável ao Brasil (5 de Fevereiro de 1895), definindo-se as fronteiras pelos rio Peperiguaçu e Santo Antônio.

A Questão do Amapá (1894-1900)

Embora o 1° Tratado de Utrecht (1713) houvesse estabelecido os limites entre o Brasil e a Guiana Francesa pelo rio Oiapoque ou de Vicente Pinzón, esse limite havia sido contestado após a Revolução Francesa, sucessivamente pelo Diretório, pelo Consulado, e pelos impérios de Napoleão I e Napoleão III de França, sendo questionada a identidade daquele rio. A expansão colonialista europeia do final do século XIX suscitou novos conflitos na região, com o surgimento da República de Cunani e choques armados no rio Calçoene (1894).

O Tratado de 10 de Abril de 1897 escolheu para árbitro da Questão o presidente do Conselho Federal Suíço, Walter Hauser.

Os argumentos brasileiros foram expostos pelo barão do Rio Branco, encarregado em 1898 da Questão. A mesma já vinha sendo estudada informalmente pelo barão desde 1895 que, ao chegar a Berna, apresentou uma memória de sete volumes: A questão de limites entre o Brasil e a Guiana Francesa (1899-1900).

A sentença arbitral, datada de 1 de Dezembro de 1900, foi favorável ao Brasil, mantendo-se a fronteira pelo rio Oiapoque. A popularidade de Rio Branco atingiu uma dimensão nacional, e ele assumiu a Pasta das Relações Exteriores (1902-1912).
A Questão do Acre (1899-1903)

O povoamento da região, no contexto do Ciclo da Borracha, foi feito por seringueiros com o apoio de seringalistas do Amazonas.

O governo da Bolívia determinou a ocupação da região, levando à proclamação do Estado Independente do Acre pela população brasileira (1899). O processo foi liderado pelo jornalista espanhol Luis Galvez Rodriguez de Arias, e o regime instaurado ma República, com capital em Puerto Alonso, atual Porto Acre.

A questão agravou-se em 1901 com o arrendamento da região a um consórcio estadunidense: o "Bolivian Syndicate", com amplos poderes. O brasileiro José Plácido de Castro liderou uma nova reação, registrando-se choques armados que culminaram com a derrota das forças bolivianas (1902). Em função dos mesmos, tropas do Exército brasileiro concentraram-se em Corumbá.

Na iminência de um conflito armado internacional, o Chanceler brasileiro, barão do Rio Branco, iniciou negociações com a Bolívia, tendo previamente indenizado a Companhia estadunidense em 110 mil libras esterlinas pelo abandono de suas pretensões.

O Tratado de Petrópolis (17 de Novembro de 1903) encerrou a questão: mediante a retificação de pequenos trechos da linha de fronteira, o Brasil ficava com a região, mediante o pagamento de dois milhões de libras esterlinas e da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

O Tratado do Rio de Janeiro (1909) incorporava o restante da região acreana ao Brasil, mediante a permuta de terras com o Peru.

A Questão da Amazónia
A conquista e ocupação da Amazónia, no período colonial, foram empreendimentos conduzidos pelo Estado, que resultaram na incorporação ao território do Brasil de, aproximadamente, 60% de sua área total atual. O Tratado de Madri estabeleceu a demarcação definitiva das fronteiras do Brasil. Deve-se à penetração dos sertões pelos expedicionários, missionários, entradistas e bandeirantes a realização física da expansão colonial portuguesa na América; e ao Tratado de Madri, a inteligência e a prioridade política para a manutenção dessa conquista territorial tão singular. Com base nesse acordo, o Brasil independente teria sua área total mais que triplicada e logo trataria de oficializar suas fronteiras com as nações sul-americanas recém-formadas. As grandes alterações de fronteiras se deram depois da independência. A Amazónia, a despeito de todas as dificuldades para sua colonização, permaneceu brasileira graças ao esforço e ao empenho político empreendidos por Portugal

Aluno: Wener Correia de Oliveira, 39, 7° C Professora: Alessandra - Colégio Ibituruna - 2012