Follow by Email

quinta-feira, 9 de junho de 2011

URBANIZAÇÃO CONTEMPORÂNEA

Texto do professor de Geografia Décio


A definição de cidade é um problema para a geografia, pois cada país estabelece um critério diferente, por exemplo:
A ONU afirma que cidade é todo aglomerado com mais de 20.000 habitantes;
Na França, cidade é todo aglomerado com mais de 2.000 habitantes;
Na Espanha, cidade é todo aglomerado com mais de 10.000 habitantes;
No Brasil, cidade é toda sede de município independente da quantidade de habitantes, ou seja, circunscrição administrativa autônoma do Estado, governada por um prefeito e uma Câmara de Vereadores,
Segundo o Aurélio, cidade é todo complexo demográfico formado, social e economicamente por uma importante concentração populacional não agrícola, dedicada a atividades de caráter mercantil, industrial, financeira e cultural;
Se este aglomerado urbano surgir naturalmente de pequenos núcleos de povoamento, vai dar origem a uma cidade espontânea. Ex. São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York, Paris, São João Del-Rey. No entanto, se este aglomerado urbano for construído seguindo projetos previamente concebidos, são chamados de cidades planejadas. Ex.: Brasília, Belo Horizonte, Goiânia, Washington (EUA), Camberra (Austrália).

As cidades possuem várias atividades, como comércio, bancos, escolas, indústrias e serviços, mas algumas são conhecidas por uma característica principal, a chamada função urbana, classificando-as em cidades:

Religiosa – Aparecida (SP), Lourdes (França);
Industriais – Volta Redonda (RJ), São Bernardo do Campo (SP);
Administrativas – Brasília (DF), Washington (EUA);
Militares – Resende (RJ), West Point (EUA);
Turística – Porto Seguro (BA), Veneza (Itália);
Histórica – São João Del-Rey, Tiradentes;
Pólo Tecnológico – Campinas (SP), São José dos Campos (SP)
Estâncias Climáticas – Campos do Jordão (SP), Monte Verde (MG);
Entre outras classificações de acordo com sua principal característica, podendo inclusive uma mesma cidade acumular mais de uma função urbana.

Apesar de crescente o processo de urbanização no mundo, nenhum país possui 100% de sua população urbana, EXCETO aqueles países que são formados por uma única cidade (caso dos Micropaíses) como é o caso de Mônaco, Cingapura, San Marino, Vaticano, pois sua população se restringe ao espaço de seu território, possuindo assim 100% de urbanização.

As cidades têm origem na Antiguidade (cerca de 4.000 a.C), desenvolvendo com função religiosa, militar, política e comercial, como por exemplo, as civilizações hidráulicas na Mesopotâmia – Nínive, Babilônia, Tiro, Jerusalém na Ásia; Tebas e Mênfis na África; Atenas, Esparta e Roma na Europa, entre outras.

Durante a Baixa Idade Média, o feudalismo retira a importância das cidades, mas com o desenvolvimento do comércio, estimulou o ressurgimento das cidades (burgos) passando a exercer forte influência em suas regiões, como Florença, Gênova, Veneza, Marselha, Colônia, atraindo o excedente de mão de obra dos feudos para estas localidades.

Embora as primeiras cidades tenham aparecido há mais de 3.500 anos a.C., o processo de urbanização moderno teve início no século XVIII, em conseqüência da Revolução Industrial, desencadeada primeiro na Europa e, a seguir, nas demais áreas de desenvolvimento do mundo atual.

A Inglaterra foi o primeiro país do mundo a se urbanizar (em 1850 já possuía mais de 50% da população urbana), no entanto a urbanização acelerada da maior parte dos países desenvolvidos industrializados só ocorreu a partir da segunda metade do século XIX.

Além disso, esses países demoram mais tempo para se tornar urbanizados que a maioria dos atuais países subdesenvolvidos industrializados. Vemos, então, que, em geral, quanto mais tarde um país se torna industrializado tanto mais rápida é sua urbanização. No caso do Terceiro Mundo, a urbanização é um fato bem recente.

A cidade subordinou o campo e estabeleceu uma divisão de trabalho segundo a qual cabe a ele fornecer alimentos e matérias-primas a ela, recebendo em troca produtos industrializados, tecnologia etc. Mas o fato de o campo ser subordinado à cidade não quer dizer que ele perdeu sua importância, pois não podemos deixar de levar em conta que por não ser auto-suficiente, a sobrevivência da cidade depende do campo e quanto maior a urbanização maior a dependência da cidade em relação ao campo no tocante à necessidade de alimentos e matérias-primas agrícolas.

A urbanização resulta fundamentalmente da transferência de pessoas do meio rural (campo) para o meio urbano (cidade). Assim, a idéia de urbanização está intimamente associada à concentração de muitas pessoas em um espaço restrito (a cidade) e na substituição das atividades primárias (agropecuária) por atividades secundárias (indústrias) e terciárias (serviços). Entretanto, por se tratar de um processo, costuma-se conceituar urbanização como sendo "o aumento da população urbana em relação à população rural", e nesse sentido só ocorre urbanização quando o percentual de aumento da população urbana é superior a da população rural.

Com a Revolução Industrial, o processo de urbanização nos países desenvolvidos, se acentuou, consolidando a indústria como atividade essencialmente urbana, havendo uma grande migração dos trabalhadores do campo para as cidades (êxodo rural), atraídos por mais empregos, melhores salários, condições de vida (saúde, educação e serviços), bem como, pela própria mecanização do campo que acabou expulsando os trabalhadores da zona rural.

Esse desenvolvimento industrial levou ao crescimento do setor terciário (comércio e serviços) absorvendo mais mão de obra vinda do campo tornando, o processo de urbanização mais equilibrado nos países desenvolvidos, graças à aplicação de programas e políticas urbanas planejadas, proporcionando uma expansão das cidades de forma mais organizada (sistemas de transportes, saneamento básico, moradia, pavimentação, luz, etc).
Considerando-se os vários agrupamentos de países, a situação urbana pode ser simplificada em três grandes grupos:
Países capitalistas desenvolvidos. A maior parte desses países já atingiu índices bastante elevados e, praticamente, máximos de urbanização. A tendência, portanto, é de estabilização em torno de índices entre 80 e 90%, embora alguns já tenham ultrapassado os 90%.
Países capitalistas subdesenvolvidos. Nesse grupo, bastante heterogêneo, destacamos:

Subdesenvolvidos industrializados. A recente e rápida industrialização gerou acentuado desequilíbrio das condições e da expectativa de vida entre a cidade e o campo, resultando num rapidíssimo processo de urbanização, porém com conseqüências muito drásticas (subemprego, mendicância, favelas, criminalidade etc.). Isso porque o desenvolvimento dos setores secundário e terciário não acompanhou o ritmo da urbanização, além da total carência de uma firme política de planejamento urbano. Alguns desses países apresentam taxas de urbanização iguais e até superiores às de países desenvolvidos, embora, com raras exceções, a urbanização dos países subdesenvolvidos se apresente em condições extremamente precárias (favelas, cortiços etc.).
Subdesenvolvidos não-industrializados. Em virtude do predomínio das atividades primárias, a maior parte desses países apresenta baixos índices de urbanização.

Países socialistas. Os países socialistas são relativamente pouco urbanizados. A razão fundamental está na planificação estatal da economia, que tem permitido ao estado controlar e direcionar os recursos (investimentos), podendo assim exercer maior influência na distribuição geográfica da população. Os índices de população urbana dos países socialistas desenvolvidos são semelhantes aos do subdesenvolvidos industrializados

No entanto, os EUA apesar de seu grau desenvolvimento, este processo de urbanização, gerou o crescimento rápido de grandes cidades, causando problemas urbanos que a Europa que apresenta características urbanas de cidades menores (com até 500 mil hab). Esses problemas nos EUA foram amenizados em parte, com o surgimento do conceito de EDGES CITIES (cidades de entorno), ou seja, bairros residenciais, planejados e condomínio fechados (murados), cujo principal apelo é a segurança e a qualidade de vida. Algumas cidades brasileiras (SP, BH, p. ex) este conceito é adotado, nos chamados residenciais ALPHAVILLES.

Entretanto, é nos países subdesenvolvidos que as cidades têm crescido mais. A industrialização de alguns desses países, em especial Brasil, México e Argentina, a alta concentração de terras, a mecanização do campo, o desemprego rural e a falta de políticas agrárias adequadas, combinados com os fatores de atração das cidades, tem levado ao rápido crescimento desordenado da população urbana, com grande diferença dos países desenvolvidos, pois apresentam inúmeros problemas, como infra-estrutura urbana precária (falta de água, luz, esgoto, pavimentação, etc), redes de transportes ineficientes, trânsito caótico, desemprego, pobreza, violência, falta de moradia (favelização), ocupação desordenada do solo (ocupação em áreas de risco), crescimento de atividades informais (subemprego), etc.

Este processo de urbanização dos países subdesenvolvidos deu início apenas após a 2ª Guerra Mundial com a industrialização de alguns desses países, permanecendo a maioria predominantemente agrário, com população rural bastante expressiva.

Mesmo assim a principal característica da urbanização dos países subdesenvolvidos é o crescimento desordenado da população das cidades. Para que um país seja considerado urbanizado, a quantidade de pessoas que vivem nas cidades deve ser superior a quantidade que vive do campo.

Há dois fatores que condicionam a urbanização ao longo da história, os fatores atrativos que movem as populações para as cidades e os fatores repulsivos que as repelem do campo. Os fatores atrativos, predominantes nos países desenvolvidos e em regiões modernas dos países emergentes, estão ligados fundamentalmente ao processo de industrialização, notadamente quanto à geração de empregos e melhores condições de vida, circulação e infra-estrutura (educação, saúde, habitação, saneamento, redes de transportes e comunicações). Paralelamente a revolução industrial, temos a revolução agrícola, com a modernização da agropecuária, como resultado da mecanização da agricultura. Ao mesmo tempo, a intensa circulação de mercadorias e de pessoas e a descentralização da produção industrial ocasionaram o desenvolvimento de outras cidades, que formaram, sob a polarização das grandes capitais, uma densa e articulada rede urbana.

Já os fatores repulsivos, são típicos de países subdesenvolvidos e estão ligados fundamentalmente às péssimas condições de vida existentes na zona rural, por causa da estrutura fundiária bastante concentrada, dos baixos salários, da falta de apoio aos pequenos agricultores, da ausência de tecnologia de cultivo e atraso nas técnicas no campo. O resultado é uma grande transferência da população rural para as cidades, principalmente para as grandes metrópoles, agravando os problemas urbanos, caracterizado pela macrocefalia urbana, que deve ser entendida como o resultado da grande concentração das atividades econômicas, especialmente os serviços, e da população de algumas cidades, que acaba se tornando muito grande comparativamente com o total da população do país.


Assim a Macrocefalia Urbana caracteriza-se pelo crescimento acelerado dos centros urbanos, principalmente nas metrópoles, provocando o processo de marginalização das pessoas que por falta de oportunidade e baixa renda residem em bairros que não possuem os serviços públicos básicos, e com isso enfatiza o desemprego, contribui para a formação de favelas, resultando na exclusão social de todas as formas.

Embora ocorra também em países desenvolvidos, esse fenômeno assume proporções maiores nos países subdesenvolvidos, nos quais o crescimento das cidades foi veloz, desordenado e muito concentrado espacialmente.

Outro conceito comum a urbanização trata-se da segregação espacial uma vez que o espaço urbano é bastante fragmentado, pois as grandes cidades apresentam centros comerciais, financeiros, industriais, residenciais e de lazer, sendo comum que funções diferentes coexistam num mesmo bairro. Por isso, essas mesmas cidades estão se tronando POLICÊNTRICAS, isto é, cada bairro mais importante possui seu próprio centro, suas ruas principais, seu comércio e seus serviços. Essa fragmentação, quase sempre associada a um intenso crescimento urbano, impede aos cidadãos de vivenciar a cidade por inteiro.

As desigualdades sociais se materializam na paisagem urbana e quanto maior as disparidades entre os diferentes grupos e classes sociais, maiores as desigualdades de moradia, de acesso aos serviços públicos e de qualidade de vida e maior a segregação espacial. A principal conseqüência da urbanização é o surgimento de metrópoles, áreas metropolitanas, megalópoles, cidades globais e megacidades, gerando uma rede urbana e a hierarquia das cidades.

As cidades são classificadas pelo número de habitantes, pela variedade de serviços que oferecem e pelo papel que desempenham como centros polarizadores, sejam no próprio país ou em escala global, estabelecendo uma rede urbana que é o sistema de relações que envolvem um fluxo de circulação de pessoas, mercadorias, capitais, serviços e informações, formando uma rede de influência numa região, país ou mundo.

A rede urbana é formada por um sistema de cidades que se interligam umas às outras pelo sistema de transportes e de comunicações, por meio dos quais ocorrem os fluxos de pessoas, mercadorias, informações e capitais, que podem ser mais densas na maioria dos países desenvolvidos e desarticulada nos países subdesenvolvidos, principalmente naqueles de baixo nível de industrialização e urbanização, estando às cidades dispersas pelo território ou em uma grande concentração das atividades em uma única cidade, geralmente a capital, acentuado pelo fenômeno da macrocefalia urbana.

Em escala local, regional ou mundial, a área de influência de uma cidade forma a hierarquia das cidades, que podem ser:
Centros Locais
Centros Regionais – São João Del-Rey
Metrópoles Regionais – Juiz de Fora, Manaus
Metrópole Nacional – Belo Horizonte, Salvador, Curitiba
Metrópoles Globais – São Paulo e Rio de Janeiro
Megalópoles – Complexo Metropolitano do Sudeste (eixo Rio-São Paulo)

Com o advento do capitalismo informacional, da globalização e a conseqüente aceleração dos fluxos de circulação no espaço geográfico mundial, já se pode falar numa rede urbana mundial, onde torna-se necessário diferenciar as megacidades das chamadas cidades globais.

Paralelamente a esta hierarquia, existe uma polêmica na definição das cidades globais e megacidades, uma vez que as megacidades são aglomerações urbanas de 10 milhões de habitantes, diferentemente das cidades globais que não levam em conta o número de habitantes, mas sim o poder político, econômico e social destas cidades e sua ligação com o mundo.

Geralmente as cidades globais concentram as principais Bolsas de Valores do sistema financeiro internacional, grandes empresas e representações de transnacionais, importantes redes de hotelaria mundial, centros de tecnologia, informação e pesquisa, universidades, sedes de grandes jornais, editoras e revistas, infra-estrutura de transportes (aeroportos, portos, rodoviárias e ferrovias), centros de referência de saúde e educação, telecomunicações e informática e pólo atrativo de lazer e diversão, ou seja, grandes centros urbanos com forte influência em escala global, fazendo parte da rede mundial de fluxo de circulação de mercadorias, informações, capitais, pessoas e serviços.

É importante ressaltar que uma megacidade pode ser uma cidade global (São Paulo, Nova York, Tóquio), mas nem toda cidade global é uma megacidade, por exemplo, Zurique na Suíça, que está longe de ser uma megacidade, mas é uma cidade global. Da mesma forma, megacidades como Lagos na Nigéria, Dacca em Bangladesh não são consideradas cidades globais, mesmo possuindo populações superiores a 10 milhões de habitantes, mas não tem o poder político e econômico em escala mundial.

Os centros locais estão na base da hierarquia, aumentando o grau de importância e a área de influência à medida que sobe na hierarquia urbana, gerando outro fenômeno importante no processo de urbanização mundial – a conurbação.

Conurbação é quando algumas cidades crescem tanto que acabam se unindo com cidades vizinhas, sendo impossível perceber onde começa uma e termina a outra (fusão entre cidades), surgindo às metrópoles. O conjunto formado pela metrópole e as cidades vizinhas, formam a área ou zona metropolitana, que apresentam serviços públicos de infra-estrutura comuns e integrados socioeconomicamente.

As áreas metropolitanas geram um novo tipo de migração denominada pendular, que consiste no movimento de vai e vem populacional de trabalhadores entre as cidades vizinhas (cidades dormitórios) e a cidade central.

Finalizando a hierarquia urbana, temos as megalópoles, fenômeno associado à conurbação de metrópoles, formando uma área super-urbanizada.

Nos EUA onde surgiu este tipo de cidade, temos as megalópoles de BOSWAS, formada pelas metrópoles de Boston, Albany, Nova York, Filadélfia, Baltimore, Washington e Richmond na costa leste; CHIPITTS nordeste do país, formada por Chicago, Indianópolis, Cincinnati, Detroit, Columbus, Pittsburgh; e a SANSAN formada por San Diego, Los Angeles, Oakland, San Francisco e Sacramento na costa oeste do país.

Na Ásia, temos a megalópole de TOKKAIDO no Japão que liga as ilhas de Honshu e Kiushu, numa única aglomeração urbana, ligando as áreas metropolitanas de Tóquio, Nagoya, Osaka, Okayama, Hiroshima e Nagasaki.

Na Europa, temos três grandes megalópoles: Paris na França, Londres na Inglaterra e RENO-RUHR na Alemanha que liga as cidades de Bonn, Colônia, Essen e Dortmund que acompanham o curso daqueles rios.

No Brasil, temos a megalópole do Complexo Metropolitano do Sudeste (eixo Rio-São Paulo), formada principalmente pelas áreas metropolitanas de Sorocaba, Campinas, São Paulo, Santos, São José dos Campos, Volta Redonda, Rio de Janeiro e Niterói entre outras cidades.

Essas incríveis aglomerações urbanas são ativadas por uma imensa rede de transportes, informações e serviços que transformam essas áreas em dinâmicas e caóticos habitats humanos.

Ocorre que a concepção tradicional de hierarquia urbana, acima concebida, já não propicia uma boa descrição nas relações entre as cidades, pois com o avanço e modernização dos sistemas de telecomunicações e transportes, estruturou-se uma nova hierarquia urbana, dentro da qual a relação das cidades locais pode se dar diretamente com as qualquer metrópole, seja regional, nacional ou global.

Portanto, o que define a integração ou não das pessoas à moderna sociedade capitalista é a maior ou menor disponibilidade de renda e consequentemente a possibilidade de acesso as novas tecnologias, aos novos conhecimentos, aos novos bens e serviços e não mais as distâncias que as separam.

Avanços tecnológicos são a base da globalização e tem contribuído para expansão das infra-estruturas urbanas e da rede global de cidades, assim como para reforçar o papel de comando de algumas delas na atual etapa da mundialização. A descentralização das indústrias que rumam para as cidades médias, pequenas e até mesmo zona rural, contribui para reforçar o papel de comando de muitas das grandes cidades e mesmo de algumas médias, como centros de serviços especializados e de apoio a produção.

Quanto maiores à oferta de bens e serviços, a densidade e a qualidade da infra-estrutura urbana, maiores são o poder e a influência de uma cidade global. Esses fatores determinam a classificação das principais cidades globais em alfa, beta e gama. Atualmente Nova York, Tóquio, Londres, Paris, Frankfurt, Milão, Los Angeles, Chicago, Hong Kong e Cingapura recebem a classificação de cidades globais alfa. São Paulo, Cidade do México, Pequim, Munique, Zurique, Madri, Bruxelas, Sidney, Moscou e Seul recebem a classificação Beta. Trinta e cinco outras cidades consideradas globais recebem a classificação gama.

As cidades podem ser classificadas de acordo com seu tamanho, atividade econômica, importância regional entre outras características. Algumas definições importantes, como:

Municípios: São as menores divisões político- administrativas, todo município possui governo próprio, sua área de atuação compreende a parte urbana e rural pertencente ao município.

Cidades: É a sede do município, independente do número de habitantes que possa ter, as atividades econômicas nas cidades diferem das do campo, as atividades principais são centralizadas nos setor secundário e terciário.

Metrópoles: São cidades com população absoluta superior a 1milhão de habitantes (ex: Goiânia, São Paulo).

Conurbações: È quando um município ultrapassa seus limites por causa do crescimento e com isso encontra-se com os municípios vizinhos.

Regiões Metropolitanas: É a união de dois ou mais municípios formando uma grande malha urbana, é comum nas cidades sedes de estados (ex.Goiânia, Aparecida de Goiânia e cidades do entorno).

Megalópole: É a união de duas ou mais regiões metropolitanas.

Tecnopólos: ou Cidades ciência, são cidades onde estão presentes centros de pesquisas, universidades, centros de difusão de informações. Geralmente os tecnopólos estão alienados a universidades e indústrias.

Verticalização: É a transformação arquitetônica de uma cidade, ou seja, a mudança da forma horizontal das construções (ex: casas), para a verticalização (construção de prédios).

Cidades Formais: São cidades planejadas.

Cidades Informais: São compostas pelas regiões periféricas, regiões onde não possui infra-estrutura suficiente.



É importante ressaltar que este resumo é apenas para aprofundamento dos estudos, não substituindo os textos do livro didático, nem as explicações e anotações em sala de aula. Leia, anote as dúvidas e leve para a sala de aula para maior entendimento da matéria. Bons estudos.

9 comentários:

  1. Além de Brasília, Belo Horizonte, Goiânia, Washington, e Camberra exitem outras cidades planejadas?

    E as funções urbanas citadas são as únicas ou existem outras?

    ResponderExcluir
  2. Júlia,
    Chandigarh, na Índia, também é uma cidade planejada. Inclusive, pode-se dizer que é irmã gêmea de Brasília. O texto cita todas as funções urbanas sim.
    Beijos, amei que você tenha lido o texto.

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  4. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  5. Alessandra,
    gost+aria de saber,se a desigualdade social, pode ser um fator considerado, a causa da maioria dos problemas das cidades, pois é por ela que existem diferenca entre pobres e ricos, o que gera a violência, os que não podem pagar as escolas por falta de dinheiro, não podem pagar a saúde, a moradias..
    E gostaria de saber também, se além dos tipos de classificacao das cidades, que estão no nosso livro e no texto, como:cidade global, metrópoles,municípios, cidades, conurbacoes,tercnopólos, verticalizacão, Hierarquia urbana, metrópole nacional, metróple regional, centros regionais, centros locais, regiões metropolitanas,megalópoles,cidades informais e formais são as únicas ou se existem mais ?

    ResponderExcluir
  6. Existem Cidades Informais em Minas Gerais?

    ResponderExcluir
  7. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  8. Temos sim Marcelo, se você observar o conceito de cidade informal, poderá perceber que em nosso estado existe sim,
    Bjos

    ResponderExcluir
  9. Ótimo resumo! Com certeza me ajudou bastante! Muito obrigada, Pró! =)

    ResponderExcluir